A Falta de sexo nas mulheres provoca atrofia

É uma condição dolorosa que pode deixá-la com comichão e até mesmo ardor.

 

E não, não é uma doença sexualmente transmissível.

Estamos a falar de atrofia vaginal, condição comum, mas tratável, que faz com que a parede vaginal fique fina. E, embora possa ser um problema para as mulheres de qualquer idade, é mais provável que afete as mulheres que estão a atravessar ou já tiveram a menopausa.

Isso ocorre porque o corpo produz menos estrogénio do que o normal, o que tem efeito sobre como a forma como a parede vaginal se comporta.

A Clínica Mayo (Mayo Clinic) vem agora dizer, num estudo, que a atrofia vaginal é provocada pela falta de sexo. Mas que também pode ocorrer em mulheres que receberam tratamento de cancro, especialmente naquelas que tiveram tratamento hormonal para cancro da mama.

Sim, o estudo é real, assim como a clínica.

E se os sintomas (ardor, comichão, dificuldade em fazer xixi e dor durante o sexo) podem fazê-la pensar em deixar de ter relações sexuais para sempre, nada mais errado. É que os orgasmos regulares – dados pelo/a seu/sua parceiro/a ou através da masturbação – podem realmente afastar os sintomas desagradáveis.

E a chave é o aumento do fluxo sanguíneo para as regiões inferiores quando se atinge o clímax.

Louise Mazanti, uma terapeuta sexual com sede em Londres, disse ao jornal ‘The Sun’: “É muito importante que tenhamos uma vida sexual saudável com um parceiro ou connosco próprias”.

“Muitas vezes as pessoas dizem: ‘Não tenho vida sexual porque não tenho parceiro’. Mas esqueça isso e tenha um relacionamento sexual com você mesmo. Trata-se de fazer massagens e tocar o tecido para que fique vivo, o sangue flui e o tecido torna-se elástico. Trata-se realmente de exercitar o tecido”, continuou.

Aumentar o fluxo sanguíneo aumenta o envio de oxigénio para a vagina, o que significa que é menos provável que se torne inflamado, fino ou seco.

De acordo com Mazanti, se as células não estão a receber oxigénio suficiente, elas não podem eliminar o desperdício do tecido, o que pode causar inflamação que leva a problemas como a atrofia vaginal.

Uma acumulação de toxinas também pode impedir que nutrientes vitais cheguem às células, o que pode deixar o tecido um pouco mais fraco e mais fino.

Louise Mazanti também disse que perder a habilidade de fazer sexo não é apenas um problema físico, pode ter alguns efeitos colaterais sérios na saúde mental de uma pessoa.

“Quando a sua capacidade de fazer sexo e o seu desejo diminuir, é uma grande mudança de identidade. Você começa a questionar-se: ‘Quem sou eu agora se não sou a mulher sexual que costumava ser?’ Pode causar depressão, uma crise de identidade e uma profunda crise existencial”.

Sintomas
Dependendo de quão grave a condição é, pode ter uma variedade de sintomas, incluindo:
• Secura
• Sensação de ardor, especialmente ao fazer xixi
• Descarga
• Comichão
• Urgência para fazer xixi
• Infeções do trato urinário
• Incontinência
• Sangramento leve após o sexo
• Desconforto durante o sexo
• Secura durante o sexo
• Um encurtamento ou aperto da vagina

Causas
A atrofia vaginal é geralmente causada por uma diminuição na produção de estrogénio. O estrogénio é a principal hormona que regula o ciclo menstrual da mulher e controla a ovulação.
Também é responsável por engrossar a parede vaginal e faz com que ele liberte mucosas assim que uma rapariga atinja a puberdade.
Ao parar de produzir estrogénio, as paredes da vagina podem tornar-se magras e secas.

A atrofia vaginal é mais comum em mulheres que passaram pela menopausa, mas certos tratamentos contra o cancro e tratamentos hormonais também podem causar isso.

As mulheres que são fumadoras, que nunca tiveram parto vaginal ou que não fazem sexo ou masturbação também estão mais em risco. Isto porque o tabaco faz com que a vagina e outros tecidos não recebam oxigénio suficiente, além de reduzirem os efeitos do estrogénio.

Tratamento
Os hidratantes e lubrificantes vaginais podem ser utilizados para tratar a secura e ajudar a melhorar sua vida sexual.

Pode ter que aplicar hidratante a cada dois a três dias, mas os efeitos geralmente duram mais do que o lubrificante.

Um lubrificante é usado principalmente para tornar o sexo mais fácil e agradável.

Se os sintomas não melhorarem, pode recomendar-se terapia de estrogénio sem receita médica.

Os cremes podem ser inseridos na vagina diariamente para restaurar o tecido. Já os comprimidos de estrogénio também podem ser recomendados para ajudar a restaurar os níveis naturais do organismo.

 

 

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