Uma cola que cicatriza ferimentos em 60 segundos

Cientistas desenvolvem uma cola que cicatriza ferimentos em menos de 60 segundos

Uma cola cirúrgica que pode revolucionar a forma como lidamos com primeiros socorros. Elástica e adesiva, a cola pode cicatrizar ferimentos na pele e em órgãos internos, sem a necessidade de suturas.

Segundo a equipa de investigadores que a desenvolveu, a nova cola cirúrgica pode ser considerada uma revolucionária salvadora de vidas, uma vez que pode sarar ferimentos em apenas 60 segundos, sem interferir na expansão e relaxamento do órgão ou na região da pele em que for aplicada.

O gel cirúrgico, apelidado de “MeTro”, usa uma proteína híbrida elástica para curar ferimentos internos ou externos, dispensando suturas ou agrafos. A pesquisa foi apresentada num artigo publicado na revista ‘Science Translational Medicine’.

“A beleza da nossa formula é que, à medida que entra em contacto com a superfície dos tecidos, se solidifica numa espécie de gel”, disse a autora principal do artigo, Nasim Annabi, investigadora da Norheastern University, em Boston.

De acordo com os investigadores, as feridas tratadas com o MeTro podem ser curadas em cerca de metade do tempo dos procedimentos médicos mais populares actualmente em uso, e o produto seca sozinho, sem deixar nenhum tipo de toxina na pele ou tecido do paciente.

Além disso, graças a uma enzima presente na composição da cola, o MeTro pode ser modificado de modo a que a sua acção dure mais ou menos tempo no tecido em que for aplicado, adaptando-se à necessidade clínica específica.

Os cientistas garantem também que o produto é de fácil uso e manutenção, podendo ser armazenado de maneira simples, sem necessitar de espaços próprios.

Seu uso permite reduzir o tempo de sutura, diminuindo, conseqüentemente, o tempo da cirurgia.
Ao contrário da sutura com fio cirúrgico, mas a exemplo de como agem outras colas, o produto dispensa curativos. A tela cai sozinha cerca de 15 dias após a cirurgia e o paciente pode molhar o curativo no mesmo dia da cirurgia.
Para Gustavo Gibin Duarte, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, a desvantagem do novo produto é o custo mais elevado. “A idéia é boa, mas é preciso estudar o custo-benefício para cada cirurgia”, afirma o médico.
Segundo o cirurgião plástico Ricardo Tonetti, consultor da Jonhson & Jonhson, o novo material aumenta o valor de uma cirurgia no abdômen em torno de R$ 250,00, em comparação com o método de fechamento tradicional, por pontos.
Na opinião do médico, a cola poderá ser usada, no futuro, por outras especialidades cirúrgicas, como a obstetrícia, em cesáreas.

 

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